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maio 19, 2013

Nova Página! SUS!

A importância de uma política de atenção integral

à Pessoa com Doença Rara no SUS

Organização Mundial da Saúde definiu, em 1978, um importante parâmetro:

Atenção essencial à saúde baseada em tecnologia e métodos práticos, cientificamente comprovados e socialmente aceitáveis, tornados universalmente acessíveis a indivíduos e famílias na comunidade por meios aceitáveis para eles e a um custo que tanto a comunidade como o país possa arcar em cada estágio de seu desenvolvimento, um espírito de autoconfiança e autodeterminação. É parte integral do sistema de saúde do país, do qual é função central, sendo o enfoque principal do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. É o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde, levando a atenção à saúde o mais próximo possível do local onde as pessoas vivem e trabalham, constituindo o primeiro elemento de um processo de atenção continuada à saúde. (Declaração de Alma-Ata)

No Brasil, essa atenção essencial é dada pela Atenção Básica, no SUS, o  Sistema único de Saúde, que garante acesso universal e integral.

É importante entender que a Atenção Básica constitui-se em um conjunto de ações que dão consistência  prática ao conceito de Vigilância em Saúde, referencial que articula conhecimentos e técnicas provindos da epidemiologia, do planejamento e das ciências sociais em saúde, redefinindo as práticas em saúde, articulando as bases de  promoção, proteção e assistência, a fim de garantir a integralidade do cuidado (SANTANA; CARMAGNANI, 2001).  É nesta atenção que se insere, a Estratégia Saúde da Família - ESF, é um modelo que procura reorganizar a Atenção Básica de acordo com os preceitos do SUS (BRASIL, 1997) e com o apoio do NASF, estrutura vinculada à Atenção Básica de Saúde que busca ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na ESF, privilegiando a construção de redes de atenção e cuidado, constituindo-se em apoio  às equipes de saúde da família e ampliando sua resolutividade e sua capacidade de compartilhar e fazer a coordenação do  cuidado (COSTA; CARBONE, 2009).

Quando o município estrutura a Atenção Básica e a ESF e os NASF, imediatamente começam a cair os índices de mortalidade materna e infantil, por exemplo, porque a assistência, o cuidado e o controle social são mais efetivos. A Atenção Básica possibilita resolver grande parte dos problemas de saúde, evitando a busca pelas emergências dos hospitais. E também localiza os casos que devem ser encaminhados às especialidades. Conta com equipes multidisciplinares – formadas por agentes comunitários, técnicos de enfermagem, auxiliares de saúde bucal, enfermeiros, dentistas e médicos. E ao implantar o programa de atenção às pessoas com doenças raras no SUS, permitiremos que mais rapidamente elas sejam encaminhadas para diagnóstico.

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abril 12, 2013

Consulta pública sobre doenças raras está aberta

Consulta pública sobre doenças raras está aberta

Especialistas e profissionais de saúde podem contribuir com as diretrizes para atenção integral a pacientes e critérios para habilitação de serviços

O Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira (11) a consulta pública do documento que estabelece diretrizes para a atenção integral e acolhimento às pessoas com doenças raras na rede pública. O objetivo é instituir a Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS) para oferecer atenção integral a pacientes com anomalias congênitas, problemas metabólicos, deficiência intelectual e doenças raras não genéticas.

Também entra em consulta o texto que traz as normas para a habilitação de hospitais e serviços que farão o atendimento a este público no país. Com a instituição desta política para doenças raras, a assistência será estendida aos familiares dos pacientes. A consulta pública terá duração de 30 dias.

Na prática, a criação desta política vai ampliar e melhorar o atendimento dos pacientes de forma humanizada na rede pública, com regras claras a serem seguidas pelos profissionais de saúde do país. Com as diretrizes, esses profissionais – da Atenção Básica e da Alta Complexidade – vão ter um guia para organizar o atendimento e de verificação dos sinais e sintomas que devem ser percebidos, além das terapias serão aplicadas a cada caso.

ATENDIMENTO - Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 25 tratamentos protocolados e oferta medicamentos para 12 doenças raras: Angiodema Hereditário, Deficiência de Hormônio do Crescimento (Hipopituitarismo), Doença falciforme, Doença de Gaucher, Doença de Wilson, Fenilcetonúria, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, ictioses hereditárias, síndrome de Turner, hipotiroidismo congênito, osteogêneses imperfeita.

O conceito de doença rara utilizado pelo Ministério da Saúde é o mesmo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS): doença que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 para cada duas mil pessoas. As doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição.

Estima-se que existam entre seis mil e oito mil dessas doenças raras, sendo que 80% têm causa genética. As demais têm causas ambientais, infecciosas, imunológicas, dentre outras.

No SUS, o atendimento dos pacientes será organizado em serviços de atenção especializada e centros de referências, que serão componentes da Política de Atenção às Pessoas com Doenças Raras, que deverá promover ações preventivas, de diagnóstico e assistência completa, com a oferta de tratamento adequado e internação nos casos recomendados.

A elaboração de qualquer protocolo de atendimento pelo SUS – seja a inclusão de um novo medicamento ou vacina, de uma nova técnica cirúrgica ou de um tratamento para uma nova doença – requer estudos científicos que os respaldem.

Manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, dificultando, assim, o seu diagnóstico, causando elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados e suas famílias. As doenças raras são geralmente crônicas, progressivas, degenerativas e até incapacitantes, afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias.

GRUPO - Os documentos que entram em consulta pública são resultado do trabalho do Grupo de Trabalho, instituído ano passado, para a formulação da Política de Atenção às Pessoas com Doenças Raras. O grupo é formado por técnicos e representantes de sociedades, especialistas na área e membros de associações de apoio às pessoas com Doenças Raras,

A missão deste grupo é formular a política e estabelecer como deve ser o cuidado integral do paciente, incluindo a promoção da saúde, a prevenção, o tratamento e a reabilitação nos casos indicados, em todos os níveis de atenção, com equipe multiprofissional, atuação interdisciplinar, possibilitando identificar e tratar os principais problemas de saúde relacionados a doenças raras.

O atendimento a pacientes com alterações genéticas no metabolismo envolve desde a capacidade das instituições de ensino de formar profissionais especializados até a estruturação de serviços para garantir não somente a realização de exames diagnósticos, mas garantir o tratamento nos casos indicados, incluindo o acompanhamento dos familiares.

março 21, 2013

A última e melhor parte – I

Fotos: Désirée Novaes

No final, infelizmente sem a presença do poder federal e estadual,  falaram as associações e duas especialistas do Instituto Baresi. Uma mesa que emocionou muito as pessoas presentes, pelas histórias, pelo amor com que foi construída, pela brilhante condução de Heloísa Rocha, mas principalmente pela luta comum a todos nós: garantir vida digna a todos os nossos raros!

A primeira a falar foi a Associação F.A.C.E. Foi muito importante conhecer o trabalho desta instituição que  presta atendimento às pessoas com deformidades craniofaciais de origem congênita em situação de vulnerabilidade socioeconômica, servindo a dois propósitos: humanitário para a área de saúde e assistência social e científico, no treinamento de profissionais, para o aperfeiçoamento de técnicas cirúrgicas e de tratamento de anomalias craniofaciais.

Em seguida falou a Dra. Sandra Serrano, do A. C . Camargo, membro também do Conselho Científico do Instituto Baresi, que fez uma belíssima palestra sobre dor. Uma palestra que mostrou a relação médico e paciente do ponto de vista mais humano e delicado. Dra. Sandra é das médicas que combina medicina e amor da melhor forma possível, e sua palestra informou aspectos importantes da dor crônica, sintoma infelizmente comum a grande maioria das doenças raras.

Depois, falou a Terapeuta Ocupacional Dra. Danielle Garros acerca da importância do brincar para o desenvolvimento cognitivo e social da criança com doença rara. No trabalho desenvolvido em seu Doutorado, e que já está sendo levado aos demais universitários em aulas e conferências, Danielle se baseou na experiência de uma pesquisadora da Universidade de Montreal, no Canadá. Ela trabalha com crianças com paralisia cerebral, e adaptou o método para a osteogênese imperfeita.

Foi preparado um manual para as mães, explicando como brincar de forma segura com seus filhos, evitando esforços, batidas, desníveis no chão e posicionamento incorreto na cadeira. Foram apresentados os brinquedos possíveis, como bola, material de pintura, triciclo, jogos de encaixe, entre outros, além de maneiras de exploração do ambiente. “O trabalho foi mais complexo, porque envolvia educação e desmistificação das mães quanto ao “brincar” e por isso foi preciso explicar o problema científico de maneira prática que as mães que pudessem entender”, diz a pesquisadora.

Depois foia  vez de Linda Franco, a mãe do Gabriel, que emocionou a todos com sua história de amor, ternura, dedicação, amor integral. Linda, a mãe milagre, nossa coordenadora geral no Paraná, é uma dessas pessoas que encarna o AMOR na TERRA.

março 21, 2013

Continuação da última parte.

No momento seguinte, a fala deslumbrante de Pedro Henrique arrebatou a todos. Contando a sua história de duas décadas a procura do diagnóstico de SED, mostrou de maneira sensível, bem-humorada e consciente, como é a trajetória de uma vida rara em busca do entendimento de si. Como é fundamental o conhecimento de sua história, de seus sintomas, como é importante o apoio da família, e a criação de uma resiliência. Pedro,a  gente carrega, para sempre, seu coração, conosco!

Em seguida, Adriana Ueda, mãe do Guille e presidente do Instituto Canguru, narrou sua experiência de cuidar e ser ativista da causa de Síndrome de Angelman. Numa exposição muito bonita e informativa, Adriana explicou os principais sintomas da doença e como ela afeta as crianças afetadas.

A seguir veio Lúcio Mazza, abordando a Doença de Wilson e a delicada e problemática questão dos medicamentos no Brasil. Juntamo-nos a ele,  na queixa, porque não é possível que medicações regulamentadas pela ANVISA deixem de ser compradas e consequentemente deixem de atender quem precisa muito delas, como já várias vezes vimos acontecer em São Paulo e Minas Gerais.

Alex Garcia, nosso Diretor regional do Rio Grande Do Sul foi o palestrante que falou a seguir. Numa fala muito assertiva, questionou os rumos que as políticas de surdocegueira tiveram no Brasil e no mundo, a partir de um caso recente de opção, na Holanda por eutanásia de dois surdocegos.

Em seguida, falou a muito querida Jô Nunes, que contou da sua experiência com a filha Jéssica, já falecida, sua luta intensa pelo diagnóstico, e o mundo que se abriu a partir daí na Associação Brasileira de Síndrome de Willians.

Finalmente, falou a Diretora da FEBER, e diretora de Raríssimas do Baresi, Dra. Crisitna Cagliari, que com uma linda apresentação percorreu sua trajetória de trabalho da área de transplantes ao mundo raro. Muito linda sua fala.

março 12, 2013

Manifesto da Visibilidade das Pessoas com Doenças Raras

Num momento inesquecível, subiu ao palco a querida Heloísa Rocha, nossa segunda Mestre de Cerimônias, linda, amada, fofa, deslumbrante, comunicativa, show de mulher e jornalista. Hugo Nascimento, nosso Diretor Institucional, nosso querido companheiro Jerson, e nossa amada demais, Susan Waisbich, estudante de Medicina na UNICAMP, que encarnou Adriana Dias para ler o Manifesto Raro. Muito linda e muito lindo o momento!

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Manifesto da Visibilidade

das Pessoas com Doenças Raras

Uma pequena introdução: As doenças são raras, mas as pessoas com doenças raras são numerosas. Quando a Organização Mundial de Saúde conceituou doença rara a definiu como aquela que afeta até 65 indivíduos a cada 100 mil habitantes numa unidade geográfica determinada. As doenças raras apresentam uma aparente contradição: apesar de, individualmente, cada uma afetar poucas pessoas, o total de brasileiros com uma ou mais doenças raras é estimado em 13 milhões. Este paradoxo é esclarecido ao considerar que mais de 6 mil condições (e há fontes que fala em mais de 8 mil doenças, incluindo as não genéticas) são hoje caracterizadas internacionalmente como raras. A maior parte destas (80%) tem origem genética e pode causar sérias deficiências. Abordar as necessidades específicas de cada membro deste grupo é um grande desafio social, que incluirá transpor barreiras de inclusão e acessibilidade e oferecer tratamento médico adequado a cada caso. Mais da metade dos indivíduos com doenças raras são crianças. As pessoas com doenças raras enfrentam gigantescas dificuldades sociais, as barreiras são muitas vezes intransponíveis, e nossa luta é por direito a saúde e por cidadania plena. Nós queremos que as crianças com doenças raras tenham um futuro. Porque as amamos. Ame-as conosco.

Manifesto Raro

Como não havia um caminho para as pessoas com doenças raras nós abrimos um. Como nós só conhecemos o do Amor, ele é o único que nos foi possível.

Dentro de nós mora a vida inteira, sonhos, vontades, angústias, frustrações, dores, isolamentos, medos, convívios, separações, dentro de nós, perdas, saudades. Nós temos marcas, costuras cirúrgicas, fraturas, exames, números de registro em hospital, radiografias, ressonâncias, tomografias, fishs, análises de DNA, exames de cariótipo, Identificações de mutação ou rearranjos por PCR, qPCR, PCR sensível, aprendemos mais termos médicos em poucos anos de vida que muitos estudantes em aulas de biologia. Temos vãs esperanças de pesquisas e curas. Nós somos os raros. Temos famílias raras, que abrem mão de tudo para cuidar de nós, por amor: o amor é, portanto, nossa condição congênita: é nosso laço social primervo, nossa experiência mais profunda, o que aprendemos a carregar em nossas entranhas para suportar e dar suporte em nossas vidas.
O amor é nossa estrutura estruturante. É nosso tecido conjuntivo, é o colágeno que falta nos nossos ossos, é o gene que supre nossos defeitos genéticos, é o que garante a sobrevivência às nossas deleções e microdeleções.
Eu sou raro. Minha forma de luta é o amor. Ele guia a minha luta. Porque ele já guia a minha vida. O a mor é a minha resistência pacífica. O amor é a minha escolha. Eu sou raro.
O amor conduzirá nosso caminho. Porque ele tem sido nosso caminho. Ele tem sido o caminho das nossas famílias, das nossas mães, pais, maridos, esposas, filhos, filhas, irmãos, irmãs.
Nós celebramos o amor. Não a doença. A doença dói, obviamente. Mas, ela existe. Negá-la é fugir da realidade. Nós não negamos a realidade. A realidade existe. Nós não fugiremos da luta. Mas, nós poderemos escolher COMO lutar. E como raros nós escolhemos lutar como sabemos: amando. E por isto nós vamos celebrar a vida. De cada raro. Porque a vida de cada raro é importante, profundamente importante para nós, para sua família, pra seus amigos, para a existência humana. E por isso, que cada segundo de cada vida humana seja uma celebração. Porque, de fato, é.
E celebrar a vida é lutar pelo diagnóstico, pelo tratamento, pela pesquisa, pelas associações, pelos direitos das pessoas com doenças raras. Porque doenças não se movimentam. Quem se movimentam são as pessoas. E nós somos PESSOAS. E queremos nossa visibilidade com dignidade humana, com amor.

SOMOS RAROS.

março 2, 2013

A segunda parte: O Programa integral de atenção às pessoas raras no SUS

 

Crédito: Andrea Cavalheiro, SEMPED Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

O Rabino More Ventura chamava cada membro da mesa e a platéia respondia: eu carrego seu coração conosco!

A Segunda Parte do evento começou com uma mesa que só cresceu: 
NA foto: Dr. José Eduardo Fogolin Passos, Coordenador Geral de Média e Alta Complexidade da CGMAC/DAE/SAS doMinistério da Saúde, representando o Ministro Alexandre Padilha, presidente da segunda mesa, ao lado do Prof. Dr. Marcos Burle Aguiar, Professor da UFMG,  Coordenador Técnico do GT de Doenças Raras do MS, do querido Dr.  João Gabriel,  da Fio Cruz e AMAVI, e do Diretor institucional do Instituto Baresi Hugo Nascimento. À Direita do Dr. Fogolin, a simpaticíssima Désirée Novaes da SED BRASIL, com camisa da FEBRAPEM (as associações vestiram camisetas umas das outras, com a frase do movimento eu carrego seu coração comigo, representando a unificação do movimento), o mui amado Sidnei Castro, da AMAVI, e o simpático Prof. Dr. Francis Galera, da UFMT, representando a SBGM, que também apoiou o evento.

A mesa acordou mudar o planejado, e deixar o Dr. Fogolin apresentar o programa do SUS e depois abrir para perguntas e toda a mesa responde como quisesse, Foi muito interessante. A sugestão veio do Dr. Santili. Foi brilhante e todos adoraram.

Crédito: Andrea Cavalheiro, SEMPED Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

Na foto, o Prof. Dr. Claudio Santili da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, ao lado do Prof.Dr. Marcos Burle Aguiar, à esquerda do Dr. Fogolin, em pé. à direita dele, a sra. Désirée Novaes, da SED BRASIL, sr.Sidnei Castro, da AMAVI, o sr. Wilson Gomieiro da FEBRAPEM (Federação Brasileira de Assiciações Civis de Portadores de Esclerose Multipla), um guerreiro amado demais, a simpática sra. Martha Carvalho da ABG – Associação Brasileira de Genética e o sr. Rogério Lima Barbosa da AMAVI (Associação Maria Vitoria).

Rogério, que precisava viajar para brasília para outro evento, mas fez questão de estar conosco (nosso muito obrigado, querido!) fez uma mensagem bonita antes do Intervalo. Na foto, ao lado de Hugo Nascimento, do Instituto Baresi.

Crédito: Andrea Cavalheiro, SEMPED Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

Crédito: Andrea Cavalheiro, SEMPED Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

Respondemos dúvidas da platéia a respeito da política do SUS, que logo estará aqui no site, e depois das explanações foi feita uma pequena homenagem ao GT com entrega de uma singela lembrança ofertada pelo Coordenador do RS, Alex Garcia, em nome do Baresi a alguns membros da mesa.

Neste momento, o Prof. Marcos Aguiar resolveu falar que era preciso homenagear a Prof. Adriana Dias e pra surpresa dela, tínhamos preparado um vídeo para ela!

Vejam: (foi um carinho do Marcelo e da Désirée)

março 1, 2013

Um pouco de bastidor

Gente aqui a gente vai agradecer muito ao pessoal da UNINOVE, em especial a Daniela, que ajudou demais, ao povo mais fofo do Gabinete do Edinho que eu carrego no meu coração: Nilza, amada, Stella, estrela da minha vida,  Francisco, esse companheiro amado, Ernesto, bem vindo ao time, Priscila, essa princesa linda, Jerson, Roberta, Cida e Alessandra, obrigada meus lindos!!!!!!!!!!

Também queria agradecer demais a todos os nossos Coordenadores e Diretores que nos ajudam em tudo. Em especial a Clara Back e Susan, eu nem sei o que dizer a vocês. OBRIGADO DO MAIS FUNDO DA MINHA ALMA. Cristina Beskow, amiga irmã, te amo, mais uma.

Valdinery Mira e Alex Garcia, vcs são maravilhosos. Alex, obrigadoooooooooooooooo. Vc é muito querido.

Andrea Cavalheiro, obrigada, demais, por seu empenho, por sua força, por cada detalhe. Eu carrego vc comigo, no meu coração.

Désirée e Pedro, SED BRASIL:

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março 1, 2013

A primeira parte

O evento começou com um vídeo que faz homenagem aos raros que se foram.

Começamos com imagens da Alemanha Nazista, que matou na operação Aktion T4 pessoas com doenças genéticas (pesquisadores alemães estimam que cerca de 70 mil pessoas com doença raras foram assassinadas), que primeiro esterilizou 260 mil pessoas com deficiência (entre elas as pessoas com doenças genéticas, raras e não raras), em clínicas, para aonde eram levadas longe das famílias. Posteriormente, essas pessoas foram vítimas do maior processo de eutanásia estatal já visto no mundo: um laudo médico, seguido de uma autorização judicial garantia ao médico o direito de eliminar a vida que não valia a pena ser vivida.

Isso aconteceu com o aval de muita propaganda contra as pessoas com deficiência e seu “elevado custo” para o Estado. Nós não queremos ter um custo alto para o Estado. Queremos diagnóstico, acesso ao trabalho e ao estudo. Queremos sim, que o Estado cumpra seu papel de permitir que todos tenham acessos iguais. O que para nós ainda parece impossível. De certa forma, em muitos lugares do mundo, uma eutanásia silenciosa acontece, quando nos é engado o direito de saber o que temos, como podemos nos tratar, quando nos é impedido o direito de estudar ou trabalhar.

Depois, o vídeo prossegue, com algumas pessoas que já se foram, mas que nós amamos muito.

Veja o vídeo.

Depois, sob a batuta do incrível Mestre de Cerimônias, o Rabino More Ventura, começou a festa. Claro que ele contou a história de como ele conheceu Adriana e Marcelo. De novo. Pela 89ª vez, claro que ele falou q achava ela chata, porém judia. Descobriu que ela não era judia. Só chata. (gargalhadas da platéia) É tão bom rir de si mesmo, né? ;)

Claro que ele fez o público repetir mil vezes EU CARREGO SEU CORAÇÃO COMIGO. E claro, claro, mesmo, é que todo mundo ficou apaixonado por ele.  Pela 89ª vez. Como sempre.

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Foto: Jefferson Silva Carneiro

A primeira mesa, de autoridades, foi presidida pelo Deputado Edinho Silva. Amigo antigo do Instituto Baresi, ele já construiu conosco dois Projetos de Lei, e estava muito feliz. Também está muito satisfeito com os resultados apresentados pelo Dr. José Eduardo Fogolim, pois o Deputado Edinho Silva foi o primeiro parlamentar brasileiro a apresentar um Projeto para desenvolvimento de Centros de Referências para doenças raras dentro do modelo que foi defendido dentro do Grupo Técnico do Ministério da Saúde.  Infelizmente, o projeto foi vetado pelo governador de São Paulo. No entanto, com a implantação da política, governo e municípios paulistas poderão se credenciar para desenvolverem Serviços e Centros de Referências em doenças raras.

Em sua fala, o parlamentar, que presidiu a primeira mesa comentou: “É gratificante ver essa junção de esforços, essa mobilização em torno das demandas das pessoas com doenças raras. Esse era o objetivo do nosso projeto, dar visibilidade ao tema e chamar a atenção da sociedade”, disse Edinho. Há estimativas de que existam cerca de 2,5 milhões de paulistas acometidos por alguma doença rara.

março 1, 2013

Evento sobre Doenças Raras mobiliza as três esferas de governo

As três esferas de Governo (municipal, estadual e federal) se mobilizaram na tarde desta quinta, dia 28, em São Paulo, para tratar das demandas e formular políticas públicas para pessoas com doenças raras. Médicos, especialistas, pesquisadores e associações contribuíram para o debate.

O evento, realizado no Memorial da Uninove, marcou o Dia Estadual de Conscientização sobre Doenças Raras, celebrado oficialmente pela primeira vez no estado devido à Lei 14.806/2012 de autoria do deputado estadual e presidente do PT Paulista, Edinho Silva.

“É gratificante ver essa junção de esforços, essa mobilização em torno das demandas das pessoas com doenças raras. Esse era o objetivo do nosso projeto, dar visibilidade ao tema e chamar a atenção da sociedade”, disse Edinho. Há estimativas de que existam cerca de 2,5 milhões de paulistas acometidos por alguma doença rara. São de seis mil a oito mil doenças protocoladas.

Na avaliação do deputado, esse dia, porém não pode ser encarado apenas como momento de reflexão, mas sim para construção de uma agenda de ações. “Que o dia 28 de fevereiro seja um marco. Que possa fazer da luta das pessoas com doenças raras a luta de todos nós. Que possamos, sobretudo, romper com a principal doença que é o preconceito”, destacou o parlamentar.

Diagnóstico precoce

Em sua intervenção, a coordenadora da Triagem Neonatal da Secretaria de Estado, Carmela Maggiuzzo Grindler, representando o secretário Giovanni Guido Cerri, ressaltou a importância do diagnóstico precoce. “A garantia de porta de acesso correta conduz a um diagnóstico precoce, que por sua vez conduz para um tratamento precoce, reduzindo a mortalidade e, também, custo à saúde. Por isso, o que fazemos é um investimento na saúde”, disse.

Política Nacional

Já José Eduardo Fogolim, representando do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tratou sobre o Grupo de Trabalho criado em 2012 para construir um Plano Norteador da Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Doenças Raras. “Esse documento é apenas o ponto de partida da política de atenção do SUS”. Para ele, as discussões estão avançadas e a partir de 2013 já se começa a colocar em prática.

A Coordenadora da Área de Projetos da Saúde, Vera Mendes, falou sobre o Programa ousado lançado em 2011 pela presidenta Dilma chamado “Viver Sem Limites”, o qual cria uma rede de atendimento às pessoas com deficiência reunindo ações de 15 ministérios e com um investimento de R$ 7 bilhões. “Temos uma  dívida histórica com essas pessoas”, disse.

Também estiveram presentes na atividade Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida, representado a Secretaria Municipal de Saúde, Tuca Munhoz, Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o deputadoMarcos Martins, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, o deputado Gerson Bittencourt, também membro da Comissão, o vereador Gilberto Natalini (PV), além da Coordenadora do Curso de Medicina da Uninove, Cíntia Duran e o presidente do Instituto Baresi, Hugo Nascimento.

Doenças Raras são internacionalmente definidas como cronicamente debilitantes ou que oferecem risco de morte. Entre 6 mil e 8 mil doenças raras foram identificadas, sendo 80% de origem genética e 50% afetam crianças. A maioria dos casos não tem cura. Segundo a OMS, na maioria dos casos, entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico das doenças, transcorre entre 5 e 30 anos. O diagnóstico tardio leva a consequências graves, como tratamento médico inadequado, incluindo cirurgias e dano neurológico grave a 40% dos pacientes.

http://edinhosilva.com.br/2013/02/evento-sobre-doencas-raras-mobiliza-as-tres-esferas-de-governo/

março 1, 2013

O evento do dia 28: nossos primeiros obrigados!

Caros nós temos muito a agradecer a todos! A todos vocês que vieram, de vários lugares do brasil, de muitas cidades do Estado de São Paulo e de muitos e muitas regiões da capital, nosso muito obrigado. Nosso agradecimento ao poder federal, em especial ao Ministério da Saúde pela presença do querido Dr. Fogolim e pela querida Dra. Vera Mendes.

Um super agradecimento ao ministro Alexandre Padilha que ao receber a carta de intenções do Instituto Baresi em 2011 decidiu abrir o Grupo Técnico de Doenças Raras. Muito obrigado por sua sensibilidade, sua ousadia e sua percepção humana das nossas necessidades.

Agradecemos a presença da Dra. Carmela Maggiuzzo Grindler,  coordenadora da Triagem Neonatal da Secretaria de Estado, representando o secretário Giovanni Guido Cerri.

Estavam conosco na primeira mesa, três deputados estaduais,  o querido Deputado Edinho Silva, que presidiu a primeira mesa, o deputado Marcos Martins, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o deputado Gerson Bittencourt, também membro da Comissão, a sra Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida, representado a Secretaria Municipal de Saúde, Tuca Munhoz, Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o vereador Gilberto Natalini (PV),  que já escreveu projeto com a gente e a quem a gente propôs novo projeto, além da Coordenadora do Curso de Medicina da Uninove, Cíntia Duran e representantes do Conselho Municipal e Estadual da Pessoa com Deficiência.

A importância do evento cresce quando lembramos que estavam representadas mais de 200 associações de raras, de todas as regiões do país, que vieram especialmente para a ocasião.

Mais de 380 pessoas participaram do Dia de Raras na UNINOVE, entre platéia e palestrantes.

Agradeço a Daniela da UNINOVE com muito carinho mesmo, do fundo do meu coração.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Lamentamos que muitas associações e pessoas não tenham podido participar porque só informamos do local exato do transporte da Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida no horário do evento, mas foi exatamente neste momento que ele foi disponibilizado para nós.  Sabemos que as pessoas com doenças raras precisam ter todas as informações com antecedência, por isso em todos os nossos eventos sempre informamos isso com antecedência, mas desta vez, não recebemos a informação com antecedência.

Informamos também que o coffe-break foi oferecido pela  Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Nós filmamos o evento inteiro. Depois que fizermos a edição, será colocada no site.

fevereiro 28, 2013

Atenção CHEGANDO NA BARRA FUNDA

embarque na van da SMPED é na R. Prof. Wilfrides Alves de Lima – Barra Funda, passando a faixa de pedestres com guia rebaixada. Escolheram esse acesso, pois é o que possui rampa. Veja no mapa:
fevereiro 23, 2013

Doenças Raras e SUS, RARAS SEM FRONTEIRAS

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O Evento mais esperado do Povo raro do Brasil: venha conhecer a proposta do SUS para as Pessoas com Doenças Raras. Presença do GT do Ministério da Saúde que organizou os documentos norteadores para a política nacional de doenças raras, durante o ano de 2012. Associações, especialistas, pessoas com doenças raras e gestores estão todos convidados.

A programação do Evento vc pode ver abaixo. Clique na imagem para ampliar.

http://institutobaresi.files.wordpress.com/2013/02/1mini1.pdf

http://institutobaresi.files.wordpress.com

/2013/02/1mini1.pdf

Programação:

Abertura 13h

Mesa de Autoridades 13h10:

  • Secretário Municipal de Saúde
  • Secretária Municipal  da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
  • Dr. José Eduardo Fogolin  Coordenador Geral de Média e Alta Complexidade CGMAC/DAE/SAS Ministério da Saúde
  • Dra. Vera Mendes Coordenadora da Saúde da Pessoa com Deficiência  - Ministério da Saúde
  • DEPUTADO EDINHO SILVA, criador do Projeto de Lei que deu origem ao Dia Estadual de Conscientização sobre Doenças raras
  • Parlamentares (Senadores, Deputados e Vereadores afins com a causa)
  • Diretor Executivo e Institucional do Instituto Baresi
  • Demais autoridades
  • Presidente do Conselho Estadual e Municipal da PcD
  • Presidente da SBGM

 

Mesa Doenças Raras e SUS: Os documentos norteadores 14h

 

Representantes do Ministério da Saúde (Titulares)

Dr. José Eduardo Fogolin  

Coordenador Geral de Média e Alta Complexidade

CGMAC/DAE/SAS

Ministério da Saúde

Dra. Vera Lúcia Ferreira Mendes       

Coordenadora Área Técnica da Pessoa com Deficiência

Ministério da Saúde

 

Representantes de Especialidades (Titulares)

Marcos José Burle Aguiar (UFMG)

Fundador do Serviço Especial de Genética do Hospital das Clínicas da UFMG e Coordenador Técnico  do GT de Doenças Raras do Ministério da Saúde

 

Marcial Francis Galera  (UFMT)

Professor do Departamento de Pediatria da UFMT e do Curso de Medicina da FACIMED. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) no biênio 2010-2012.

 

Claúdio Santili  (FCMSCSP)

Criador do TROIA. curso oficial da SBOT, de atualização em Traumatologia na criança. Ex-Presidente da SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia gestão 2010. Presidente do Conselho Científico do Instituto Baresi

João Gabriel Lima Daher  (IPPMG-UFRJ)

Médico pesquisador do Centro Nacional de  Neurofibromatose e da AMAVI

Representantes de Associações

Désirée Novaes (SED BRASIL)

Hugo Nascimento (Instituto Baresi)

Maria Martha Carvalho (ABG)

Rogério Lima (AMAVI)

Sidney de Castro Barbosa (AMAVI)

Wilson Gomiero (FEBRAPEN)

COFFE BREAK 16h00

O que é ser “Raro” – Reflexão 16h20

 

Mesa Doenças Raras SEM FRONTEIRAS 16h40

Associações:

FEBER: Dra. Cristina Cagliari

Associação Brasileira dos Doentes de Wilson: Lúcio Mazza

SED Brasil: Pedro Henrique Carlos de Sousa

Movimento ALD: Linda Franco

FEBRAPEN: Wilson Gomiero

ABSW: Jô Nunes

Movimento Síndrome de Rokitansky

Associação FACE

AGAPASM RS Alex Garcia

 

Especialistas:

Dr. Israel Gomy (USP)

Dr. João Gabriel Lima Daher  (IPPMG-UFRJ)

Dra. Danielle Garros (FCMSCSP)

Dra. Patrícia Delai (FOP Brasil)

Dra. Sandra Serrano (A.C. Camargo)

Encerramento  18h30

 

Atividades paralelas para crianças

 

Histórias com fantoches

Pintura com artista plástico

 

fevereiro 23, 2013

O padre, o rabino e o anjo

828495-001No Instituto Baresi não somos apartidários ou areligiosos, somos inter-partidários e inter-religiosos, dialogamos  com todos os seres humanos dispostos a construir uma cultura de paz e solidariedade e, claro, a levantar a questão das pessoas com doenças raras. O nome do Instituto veio de um padre, nosso mestre de cerimônias, muitas vezes, é um rabino, e estes dias, fazendo ativismo no MASP, encontramos um homem estátua prateado que fornece textos acerca dos anjos da guarda.

Há no Baresi membros de todas as religiões possíveis, há ateus, mas o que somos mesmos é adeptos do AMOR. E da certeza de que a linguagem do amor abre as fronteiras, das CEM FRONTEIRAS que precisam ser abertas para que o mundo seja SEM FRONTEIRAS para os raros do mundo. Contamos com vocês.

No dai 28, nosso querido rabino estará lá. Cercado por nossos raros, amigos, familiares, especialistas, amigos, conhecidos, parceiros. Será uma festa.

O padre vai mandar uma mensagem.

Os anjos nunca faltaram.

Como é bonito este caminho!

fevereiro 22, 2013

Recebemos de Curitiba.

fevereiro 22, 2013

Doenças Raras e SUS, RARAS SEM FRONTEIRAS

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O Evento mais esperado do Povo raro do Brasil: venha conhecer a proposta do SUS para as Pessoas com Doenças Raras. Presença do GT do Ministério da Saúde que organizou os documentos norteadores para a política nacional de doenças raras, durante o ano de 2012. Associações, especialistas, pessoas com doenças raras e gestores estão todos convidados.

A programação do Evento vc pode ver abaixo. Clique na imagem para ampliar.

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http://institutobaresi.files.wordpress.com/2013/02/

versoraresprogramac3a7c3a3ologos.pdf

fevereiro 21, 2013

A banalização do MAL e as doenças raras. Nunca no nosso Brasil. Jamais, sob os nossos olhos.

Adriana Dias Higa

Acabo de vomitar. Gostaria de começar este artigo de outra forma, mas não é possível. Faltam 8 dias para o evento de raras do Baresi, e teremos em São Paulo o GT do Ministério da Saúde que construiu os documentos do SUS, norteadores para a política que atenderá as estimadas mais de 15 milhões de pessoas com doenças raras no SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE,  dessas, mais da metade, crianças.

Obviamente, não é isso que me faz vomitar, isso me alegra, muito: pela primeira vez um governo olha pela pessoas com doenças raras neste país. Mas, infelizmente, isto será assunto para outro post.

Acabo de receber uma denúncia de uma página, velha conhecida, que se utilizando da noção de “humor controverso”, posta as coisas mais inconcebíveis e nojentas.  Faz piadas com o Holocausto, com a escravidão, com os mortos de Santa Maria. Hoje, me fez vomitar. Fez piadas com crianças com PROGERIA. Piadas infames, que violam o Estatuto da Criança e do Adolescente, que violam a noção de humano que aprendi dos meus mestres em Direitos Humanos, que colocam uma chaga no no meu coração. Imagens que eu não vou partilhar aqui, nem linkar, não vou dar IBOPE para estes miseráveis. Já os denunciei  a SAFERNET, a Delegados da Polícia Federal, a defensores de Direitos Humanos,a  colegas do movimento de raras.

Mas, meu coração feminino que é não suporta se calar. Esta página, nazista, não tem outro nome, escolhe motivos que me devoram: busca um gozo perverso: com o sofrimento do judeu, do negro, do gay, da pessoa com deficiência, dos mortos, dos enlutados, das crianças com doenças raras. E eu, mulher que sou, não me calarei, não posso, é a minha escolha, não posso, não permitirei que o MAL seja banalizado na minha pátria, não sob os meus olhos.

Eu pesquiso o Neonazismo há onze anos. Eles defendem a eliminação das pessoas com deficiência e com doenças raras. No regime nazista também foi assim. A Lei de pureza racial do regime hitlerista esterilizou de modo forçado mais de 260 mil pessoas com deficiência, matou a maior parte delas e eliminou 70 mil pessoas com doenças raras.

Nos sites neonazistas eles descrevem pessoas com deficiência assim:

Desta forma, as pessoas estão a promover o nascimento de crianças com síndrome de Down que eles possam ter um animal de estimação a amá-los incondicionalmente, que, na minha opinião, é inaceitável. Temos de esperar mais de membros da raça branca do que meramente a capacidade de demonstrar amor e afeto.

Em bandas nazis, é comum músicas pedirem licença para matar os incapazes. A primeira forma para justificar a morte em massa de um grupo é desumanizar este grupo, banalizá-lo, transformando-o em uma piada, em uma vida que não merece ser vivida, comparando-o a um animal. Nunca no nosso Brasil. Jamais, sob os nossos olhos.

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fevereiro 20, 2013

A Sociedade Brasileira de Genética Médica apóia evento do dia 28

A Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) apóia institucionalmente o evento do dia 28, e está anunciando em seu site este grande momento para especialistas, pesquisadores e famílias com pessoas com doenças raras. Agradecemos a atenção da Profª. Dr.ª Lavinia Schuler Faccini e a parabenizamos pelo excelente trabalho desenvolvido junto à comunidade de geneticistas de nosso país, que pudemos conhecer de perto no último Congresso da SBGM em Porto Alegre.

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Aproveitamos para abraçar a Prof.ª Dr.ª Lavinia Schuler Faccini e a Prof.ª Drª Laura Jardim que além de nos receberem muitíssimo bem em Porto Alegre, confirmando a famosa hospitalidade gaúcha, foram muito importantes, em conjunto com a Prof.ª Dr.ª Lavinia Schuler Faccini e toda equipe do Setor de Doenças Raras do UFRS no relatório Baresi, pelas informações que  nos enviaram e foram retransmitidas ao GT de Raras do Ministério da Saúde por meio dele, em junho passsado.

fevereiro 17, 2013

Doenças Raras e SUS, RARAS SEM FRONTEIRAS

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O Evento mais esperado do Povo raro do Brasil: venha conhecer a proposta do SUS para as Pessoas com Doenças Raras. Presença do GT do Ministério da Saúde que organizou os documentos norteadores para a política nacional de doenças raras, durante o ano de 2012. Associações, especialistas, pessoas com doenças raras e gestores estão todos convidados.

A programação do Evento vc pode ver abaixo. Clique na imagem para ampliar.

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http://institutobaresi.files.wordpress.com/2013/02/

versoraresprogramac3a7c3a3ologos.pdf

fevereiro 6, 2013

Refletindo sobre a experiência da vida da pessoa com doença rara e suas associações

amordavida

               Marcelo Higa e Hugo Nascimento

Em primeiro lugar, sabemos que ter uma doença rara é uma experiência que marca: corpos, pessoas, famílias, almas. Sabemos que seja de origem genética ou por origem ambiental, a doença rara é uma experiência que envolve dor, sofrimento humano, interrogações, dúvidas, angústias e frustrações (como fala um novo e encantador conhecido nosso), e tece uma experiência profunda na alma. Nós não entendemos o fenômeno da doença rara distinto da questão familiar, pois ter uma pessoa rara na família sempre implica num processo que envolve todos.

No Instituto Baresi, costumamos afirmar que não existe pessoa com doença rara, mas família com doença rara. A família da pessoa com doença rara é atingida sempre: normalmente alguém assume o cuidado da pessoa com doença rara, a mãe, na grande maioria dos casos que envolvem crianças, um filho, quando a doença afeta um genitor. Ao assumir este cuidado, geralmente esse cuidador (que se metamorfoseia em anjo guardião) deixa o emprego. E como os custos de manutenção de tratamento, remédios, adaptações de moradias, processos judiciais para garantir direitos mínimos (não temos NENHUMA POLÍTICA pública sistematizada para pessoas com doenças raras no Brasil, o que exige judicializar para garantir direitos) vão as alturas, imaginem o quadro que se rascunha: as famílias raras são as que mais gastam e as que menos ganham. Nós participamos do GT do Ministério da Saúde organizado para  formar a política pública diagnóstico, tratamento e cuidado para pessoas com doenças raras no SUS, em 2012. A consulta pública vai ao ar em breve.

Além disso, o cuidar de uma pessoa gravemente doente impede, inclusive, muitas vezes, a organização dessas pessoas e famílias em associações: o tempo livre é mínimo nos quadros mais graves. Por isto as associações de pessoas com doenças raras já começam frágeis. Se levarmos em conta, ainda,  como afirma o antropólogo Rabinow, que as associações de pacientes se organizam em torno da existência da doença na vida destas famílias, o que ele denomina de biosociabilidade, isto agrava o problema: as associações reúnem pessoas de todas as classes, origens, ideologias, e isso, que deveria favorecer o diálogo pró-diversidade, no mundo das raras muitas vezes gera enormes divisões dentro das associações, no início.  Porque no começo elas se fundamentam no laço comum: a  doença. Transpor isto, vislumbrar o laço do afeto, do sonho comum é o objetivo da associação: construir a busca por dignidade humana como laço social é o desafio de toda associação de pessoas com doenças raras. Isto significa estudar a respeito da doença, mas também organizar um sistema que apoie famílias e cuidadores. No Instituto Baresi usamos a metodologia do Dividir para Somar, da psicóloga Sukie Miller, Ph.D. Neste método, a consolidação de laços em torno da família é a chave.

Um segundo desafio é vencer o léxico profundamente determinista que envolve as doenças raras, e continuar lutando. Claro que se uma doença tem origem genética e por conta disso afeta a vida orgânica de uma pessoa, a pessoa tem que ser cuidada. Receber diagnóstico, tratamento, suporte médico adequado, apoio de saúde mental. Mas, é preciso manter acesa a esperança de novos tratamentos, lutar por pesquisas, buscar inclusão social. Por isto é determinante que as associações de raras conheçam muito bem o modelo antropológico-social de abordagem da deficiência, que é central na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Isto é vital para conhecer a maneira mais adequada de aprofundar as questões da busca por direitos, de maneira a estarmos sintonizados com a luta de Direitos Humanos. Isto é fundamental: entender que doenças raras é um tema híbrido, que envolve Direito à Saúde e Direito a Direitos.

Por fim é preciso combater preconceitos. Todos temos preconceitos, e nos desalienarmos é um processo longo: é preciso sempre buscar, profundamente a aceitação da diversidade, deixando de lado os que insistem em modelos eugênicos ou totalitários. Doenças Raras é um tema que envolve a todos. TODOS. Há doenças raras que realizam interlocução com questões de gênero, com questões étnicas, com questões sociais e ecológicas. Lutar por um mundo em que os raros sejam, de fato, assistidos, é, no limite, lutar por um mundo em que TODOS SEJAM.

Neste sentido, a luta pela dignidade das pessoas com doenças raras é extremamente subversiva. Porque amar é um ato subversivo: desalienante, poderoso.

Nisto acreditamos, isto VIVEMOS. Junte-se a nós. 

fevereiro 6, 2013

Num oceano de amor, gotas de informação

Olá, muita gente diz por aí que a melhor forma de se fazer entender é desenhando. Então, a gente desenhou: nós produzimos imagens que contam a nossa luta. A forma é amorosa, e acho que abrirá os corações. Ajudem a espalhar, compartilhando a página do FACE: https://www.facebook.com/PeopleWithRareDiseasesWeLoveYou

A proposta das imagens é: Num oceano de amor, gotas de informação. Gotas que cheguem envolvidas em amor, pelas pessoas com doenças raras.

Veja a seguir:

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Há outras, e ao longo destes dias produziremos muito mais.
OBS – Todas as imagens desta campanha foram criadas e pertencem ao Instituto Baresi e não podem ser usadas em impressos ou correspondência, ainda que digital, sem autorização escrita e formal do Instituto.

fevereiro 6, 2013

Porque nós escolhemos fazer uma página sobre amor?


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Caras pessoas raras do Brasil, depois de anos sem sermos ouvidos, estamos alcançando visibilidade, o que permite que nossa  luta, por diagnóstico, tratamento e inclusão social comece a ser reconhecida.

Estamos organizando o Grande Dia: 28 de fevereiro. Este ano, com apoio da Prefeitura de São Paulo, estamos  celebrando o lema mundial: RARAS SEM FRONTEIRAS. Ano passado participamos do GT do Ministério da Saúde que construiu a política de doenças raras no SUS, e cuja consulta pública nos foi informada: vai em breve ao ar. Imensa vitória. Um começo. Aguardamos a Consulta Pública com expectativa de dias melhores para 15 milhões de brasileiros, brasileiras, brasileirinhos. Raras, raros, raríssimos, raríssimas. Todos eles merecem o direito constitucional

Para comemorar 28 de fevereiro, começamos assim: escolhemos fazer uma página que falasse de amor.

Porque nós escolhemos fazer uma página que falasse de amor? Porque ele é a única força que romper fronteiras, que une pessoas, fés, e causas.

Porque nós acreditamos que é a única força possível para combater o isolamento, a invisibilidade, a insensibilidade e o preconceito que impedem que a pessoas com doença rara (metade delas, crianças), vivam uma vida com dignidade, cidadania e inclusão social.

Nós já fizemos eventos, projetos de lei, ajudamos famílias a conseguir tratamento, e mais outras coisas. Vamos continuar fazendo. Mas, agora é necessário falar com que nunca ouviu falar de nós. Queremos uma linguagem: o amor, queremos um caminho: o amor.

Nós amamos. Toda família rara vive antes de qualquer coisa, antes da busca de diagnóstico, de anos tentando entender o que acontece, outros tantos tentando viver com isso, antes de TUDO isso, ter família rara (uma pessoa com doença rara na família torna a FAMÍLIA RARA) significa aprender a amar incondicionalmente. Significa amar, todos os dias, cada segundo da existência. E carregar em seus corações as pessoas que ama, sendo carregado no coração, por outros tantos.

Ter vida rara é carregar você comigo, no meu coração. Se não for assim, não serve para nós.

Por isso, pedimos que vocês, até 28 de fevereiro, amem conosco. Amem os raros, os que estão conosco, nossas estrelas que se foram, mas que iluminam nosso coração. Porque toda noite, o céu é iluminado pelos nossos raros, é assim que a gente sente. Eles não se foram. Nós carregamos TODOS ELES no nosso coração.

Por favor, nos ajude a divulgar a nossa página, COMPARTILHANDO IMAGENS DELA NO SEU FACE, e pedindo para seus amigos CURTIR A PÁGINA. Por favor, é só isso.

Divulgue como puder: Página: https://www.facebook.com/PeopleWithRareDiseasesWeLoveYou

Na página estamos indo pela via do humor, também, do humor doce, que brinca com erros de grafia (como o loves no título, correto no link) com URLs enormes, porque elas islustram, desta forma, “nossos erros genéticos” e os nomes compridos, estranhos e diferentes das nossas doenças. A página é rara, e viverá o que os raros vivem, junto conosco.

Existem 8.000 doenças raras. Somadas no Brasil, formam uma multidão de 15 milhões de pessoas, brasileiros, brasileiras, em mais da metade crianças, absolutamente invisíveis. Sem NENHUMA política pública implantada.

Reforço: Pedimos que você ajude a mudar isso: divulgue a página https://www.facebook.com/PeopleWithRareDiseasesWeLoveYou

Ela foi criada pelo Instituto Baresi, fórum nacional para Pessoas e Associações de Doenças Raras.

O nome do Instituto é uma homenagem ao missionário comboniano Giampietro Baresi, como homenagem à sua luta por  justiça e inclusão social para todas as pessoas.

Contamos com vocês? Garanto que sua vida vai transbordar de amor, um que excede todo e qualquer entendimento.

Bjs no coração,

Adriana Dias

fevereiro 5, 2013

Do coração da gente para o seu!

Olá! Aqui estamos, ganhando força com nosso movimento. Feito pelo coração, para o coração.

Analisando ontem o crescimento da questão, percebemos: o Brasil tem que colocar o seu DNA no movimento de raras.

E o nosso DNA é o AMOR.

Ame conosco.

amordavida

fevereiro 2, 2013

A vida é tão rara. Amor raro SEM FRONTEIRAS

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Porque nós escolhemos fazer uma página sobre amor?

Porque nós acreditamos que é a única força possível para combater o isolamento, a invisibilidade, a insensibilidade e o preconceito  que impedem que a pessoas com doença rara (metade delas, crianças), vivam uma vida com dignidade, cidadania e inclusão social.

Nós já fizemos eventos, projetos de lei, ajudamos famílias a conseguir tratamento, e mais outras coisas. Vamos continuar fazendo. Mas, agora é necessário falar com que nunca ouviu falar de nós. Queremos uma linguagem: o amor, queremos um caminho: o amor.

Nós amamos. Toda família rara vive antes de qualquer coisa, antes da busca de diagnóstico, de anos tentando entender o que acontece, outros tantos tentando viver com isso, antes de TUDO isso, ter família rara (uma pessoa com doença rara na família torna a FAMÍLIA RARA) significa aprender a amar incondicionalmente. Significa amar, todos os dias, cada segundo da existência. E carregar em seus corações as pessoas que ama, sendo carregado no coração, por outros tantos. Ter vida rara é carregar você comigo, no meu coração. Se não for assim, não serve para nós.

Por isso, pedimos que vocês, até  28 de fevereiro, amem conosco. Amem os raros, os que estão conosco, nossas estrelas que se foram, mas que iluminam nosso coração. Porque toda noite, o céu é iluminado pelos nossos raros, é assim que a gente sente. Eles não se foram. Nós carregamos TODOS ELES no nosso coração.

Abra-se ao amor raro. Até dia 28, faça o que você puder para dizer aos raros do nosso país que eles são amados. Por favor,  nos ajude a divulgar a nossa página, COMPATRILHANDO IMAGENS DELA NO SEU FACE, e pedindo para seus amigos CURTIR A PÁGINA.  Por favor, é só isso. Se quiser ajudar a moderar a página, nos avise.

A página é: https://www.facebook.com/PeopleWithRareDiseasesWeLoveYou

Na página estamos indo pela via do humor, também, do humor doce, que brinca com erros de grafia, com URLs enormes, porque elas ilustram, desta forma, “nossos erros genéticos” e  os nomes compridos, estranhos e diferentes das nossas doenças. A página é rara, e viverá o que os raros vivem, junto conosco.

Garanto que sua vida vai transbordar de amor, um que excede todo e qualquer entendimento.

Bjs no coração, Celo e Dri.

fevereiro 1, 2013

Celebração à vida

Começamos no FACEBOOK uma fanpage, um movimento para mobilizar a sociedade civil para a causa dos raros. A gente fez uma reunião via skype com diretores do Baresi, e resolvemos montar uma fanpage, cheia de amor. A concepção é receber fotos das crianças e pessoas com doenças raras, e devolver em forma de posters, para que as pessoas partilhem. Todo mundo amou. Em 2 dias, temos um alcance viral de + de 12 mil pessoas no face. Lógico que o fato de eu ter muito conhecimento de redes sociais ajuda, mas, o que é viral mesmo no processo é o amor. Nós brincamos com algumas coisas:

raresyou
A gente explica, no texto do selo: Na concepção da página, erros genéticos?  Porque no título tem RARES no lugar de Rare, se no nome está certo? O povo raro é maluco? É um pouco. Desculpa, gente, mas por aqui a gente faz questão de errar, pq qdo os erros são nos genes, a gente nasce raro. A ciência: é um “erro genético”, afinal é uma página de doenças raras… E como diz a sábia Clara Back, tudo tem uma razão de ser. Nós amamos o nosso “erro genético”. Ele também. Ele fez da nossa vida rara. E a nossa muito particular forma de ver a vida. Não aceitaremos uma vida menos que plena, e queremos todos os nossos direitos. Mas, a vida é sábia. Bjs em todos.

Esta brincadeira foi muito bem recebida. As associações de fora do país adoraram a pegada.

O mais interessante é que a gente nem colocou, ainda, todas as associações no processo (vai fazer isso até o fim de semana), e a coisa já está muito legal: estamos atingindo pessoas na BOSNIA, no Sudão, no Congo (na África temos 4 associações, como convidadas)  e a coisa já cresceu legal. Também é legal q muita gente de fora do país tem acessado a página e gostado das músicas e poesia, que a gente sempre posta com as imagens. É uma forma de levar também a nossa cultura, de MPB pra fora… E tem muito de Minas Gerais: Milton, Lô Borges, Paulinho Pedra Azul… Beijos, Ana Maria!!!!! Beijos, Dra. Alzira… Hello, Dr. Marcos!

Curtam:

O link: https://www.facebook.com/PeopleWithRareDiseasesWeLoveYou

Há selos para espalhar pela rede,  como:

loveyou2

milagre

raresselos

E as postagens são assim:

loloboneca

A Heloísa está tão linda nesta foto. Ai que fofura.

Bem é isso, é assim. Aqui, a escolha continua sendo pelo amor.

PS – A ideia original é de um movimento pacifista israelense. A gente adaptou (bastante!!!!!) pra ficar com DNA baresiano.

PS 2 – Por conta do pedido de postagens, o e-mail institucional entupiu. Usem o marceloseikohiga@gmail.com.  A gente está esvaziando duas vezes por dia, mas chegam fotos e mais fotos (OBAAAAAAAAA!!!)

dezembro 1, 2012

Boas Festas

natal2013

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novembro 9, 2012

Parabéns, parlamentares: Suplicy e Jean Wyllys, os melhores de 2012

Os parlamentares que apresentaram Projetos de Lei com o Instituto Baresi, para doenças raras foram  eleitos pelos internautas os melhores parlamentares do ano

Suplicy e Jean Wyllys, os melhores de 2012

O troféu principal do Prêmio Congresso em Foco está em novas mãos. Pela primeira vez, o senador petista e o deputado do Psol são eleitos pelos internautas os melhores parlamentares do ano

Suplicy e Jean: primeira colocação inédita para os dois parlamentares no Prêmio Congresso em Foco

Um é paulista, 71 anos, pós-doutor em Economia, descendente de uma tradicional família de origem italiana, integra a base de apoio ao governo Dilma Rousseff e tem duas décadas de mandato no Senado. O outro é baiano, 38 anos, jornalista e mestre em Letras e Linguística, representa o Rio de Janeiro por um partido de oposição, milita no movimento gay e está há menos de dois na Câmara. Donos de trajetórias pessoais e políticas tão distintas, eles são os parlamentares que, na avaliação dos internautas, melhor representaram a população no Congresso este ano: o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ).

Suplicy e Jean foram os grandes vencedores da sétima edição do Prêmio Congresso em Foco, nas duas categorias gerais – melhor senador e melhor deputado. Depois de dois anos, o troféu principal do prêmio mais importante da política brasileira está em novas mãos. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) haviam feito dobradinha nas duas últimas edições da premiação. Cristovam, aliás, havia sido o mais votado pelos internautas nos últimos três anos. Desta vez, no entanto, depois de liderarem boa parte da votação, os dois parlamentares terminaram na segunda colocação.

Assim como Suplicy e Cristovam, no Senado, e Jean e Chico Alencar, na Câmara, também foram contemplados com troféus feitos pela escultora Suzana Gouveia o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que terminaram na terceira colocação em suas respectivas Casas.

Ao todo, 51 parlamentares foram premiados na cerimônia realizada ontem (8) à noite no Unique Palace, em Brasília. Conforme a votação da internet, eles receberam troféus, placas e certificados, atestando o bom desempenho parlamentar, na avaliação dos jornalistas e do público. Após a cerimônia de apresentação, os convidados acompanharam o show da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. Um dos destaques da noite foi a canja dada por Suplicy e pelo deputado Tiririca (PR-SP), que cantaram juntos num inesperado dueto durante o show musical (em instantes, mais informações sobre essa inusitada parceria).

Pela primeira vez, os internautas puderam acrescentar um nome, em cada uma das 11 categorias do prêmio, à lista dos melhores parlamentares elaborada pelos 186 jornalistas que participaram da primeira fase de votação

novembro 2, 2012

‘Novembro Verde’ chama a atenção do País para as doenças degenerativas e busca recursos para pesquisas e tratamentos

 

Durante o mês de novembro, um grupo formado por pacientes, médicos e pesquisadores, promove uma série de ações com o intuito de chamar a atenção da sociedade civil e do governo para as doenças degenerativas. A ideia surgiu a partir do ‘Outubro Rosa’, criado para destacar o combate ao câncer de mama. O primeiro evento do ‘Novembro Verde’ será o ’5º Encontro de Charcot-Marie-Tooth’, realizado entre os dias 9 e 11 de novembro na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto(FMRP/USP), no interior de São Paulo.

“O País não olha para as doenças degenerativas”, diz a professora aposentada Angela Merici Alves, de 54 anos, uma das idealizadoras do movimento. Aos 47 anos, ela descobriu ser portadora da síndrome de Charcot-Marie-Tooth. “Um dos principais objetivos é trazer esclarecimentos, mas também queremos reunir verbas para pesquisas e tratamentos’, explica Angela, que também é presidente da Associação Brasileira dos Portadores de Charcot-Marie-Tooth (ABCMT).

Segundo o neurologista Wilson Marques Junior, que lidera, na FMRP/USP, um grupo de pesquisas sobre doenças neuromusculares, degenerativas e neuropatias hereditárias, “no ambiente acadêmico, os trabalhos caminham bem. Temos apoio de Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e até do exterior”, diz o médico. “O problema está na aplicação prática do conhecimento, nos testes, na fabricação de medicamentos, nos tratamentos, que não são reconhecidos pelo SUS, por exemplo”, afirma o especialista. Para ele, a indústria farmacêutica precisa trabalhar em conjunto com os pesquisadores e fabricar remédios.

A professora Angela Alves lamenta a falta de interesse dos laboratórios e diz que a vida de pacientes com doenças degenerativas pode ser muito mais digna e confortável. “É necessário buscar tratamentos e tomar remédios, mas o que fazer quando nem um nem outro estão disponíveis?”.

Símbolo do ‘Novembro Verde’, que chama a atenção para as doenças degenerativas

Veja abaixo algumas doenças degenerativas.

Charcot-Marie-Tooth - Distúrbio do sistema nervoso transmitido geneticamente e que provoca danos nos nervos periféricos, resultando em fraqueza e deterioração muscular, além de redução da sensibilidade em alguns membros do corpo. Um dos sintomas mais comuns é a fragilidade na parte inferior das pernas, mas também pode desencadear atrofia nos músculos da mão e perda de sensibilidade.

Polineuropatia Amiloidotica Familiar (PAF) - Também chamada de Doença de Corino de Andrade ou ‘Doença dos Pezinhos’. É uma polineuropatia neurodegenerativa rara de transmissão genética. Foi identificada e descrita pelo neurologista português Mário Corino da Costa Andrade na década de 1950.

Ataxia Espinocerebelar - Pode ser adquirida por envenenamento de metais pesados, álcool, drogas e doenças do sistema neuroimunológico ou metabólico. Também pode ser hereditária e acometer diversos membros de uma mesma família. Atinge medula espinhal, tronco encefálico e cerebelo, provocando degeneração e impedindo o transporte do impulso elétrico até o córtex cerebral. Causa má interpretação desses impulsos trazidos do sistema nervoso periférico, até a total inibição dos membros e o óbito.

Leucoencefalopatias - Sindrome neuropsiquiátrica que ocorre em consequência de falência dos leucócitos, também conhecidos por glóbulos brancos, células produzidas na medula óssea e presentes no sangue, linfa, órgãos linfóides e vários tecidos conjuntivos. Manifesta-se de diversas formas, desde pequenas alterações de personalidade e cognição, até a diminuição significativa da memória e da atenção. Do ponto de vista motor, provoca ligeiros déficits motores até hipertonia e hiperreflexia. Pode também levar o paciente ao coma.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) - Também chamada de Doença de Lou Gehrig, é uma síndrome neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos.

Esclerose Múltipla - Doença inflamatória que provoca degeneração das bainhas de mielina que envolvem os axonios do cérebro e da medula. Manifesta-se geralmente em adultos, com mais frequências nas mulheres. Afeta a capacidade de comunicação mútua entre as células nervosas do cérebro e da medula comunicarem. Na Esclerose Múltipla, o sistema imunológico ataca e destrói a mielina, fazendo com que os axonios não transportem impulsos elétricos de forma eficaz. Frequentemente, causa degeneração física e cognitiva.

outubro 18, 2012

Dia do Médico

outubro 11, 2012

Dia da Pessoa com Deficiência Física

agosto 2, 2012

Na Revista Reação, matéria do Baresi

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